QUAL LEGADO DEIXAREMOS?

Feira de adoção promovida por muitas ONGS – Foto: Nayana Figueiredo

Ter uma indústria de ração envolvida nas causas de proteção animal é o desejo do consumidor

Assim como a indústria do aço e seus derivados têm sua parcela de culpa nos desastres ecológicos como Brumadinho, a indústria pet, que tem como seu maior player a indústria de ração, tem sua parcela de culpa nos males como o abandono, superpopulação de animais de rua, zoonozes e problemas correlatos. Esse é o pensamento do consumidor consciente, principalmente da nova geração.

A boa notícia é que já temos muitas indústrias de ração realizando seu papel. Mas a maioria delas não possui um programa regular. Segundo Flávio Lamas, vice-presidente da Associação Amigos dos Animais de Campinas (AAAC), até poucos anos atrás, na hora de comprar ração, tanto fazia a marca. O preço era o mais importante. Mas essa situação já mudou e vai mudar ainda mais. Se a marca não estiver associada à um trabalho e comprometimento com a causa animal, não terá o mesmo apelo mercadológico. Creio que em breve chegaremos ao ponto de ser necessário uma divulgação forte das marcas sobre as ações para atender animais de ONGs e animais de rua.

Para a indústria, ajudar as ONGs de proteção animal não é só gratificante do ponto de vista social. Há um retorno real de volume de vendas para marca. Segundo Flávio, outro exemplo claro do comprometimento das empresas com a causa animal são as feiras de adoção. Nelas, a maior parte das ONGs trabalha já com o apoio de alguma marca. Então, na hora que uma família adota, sem- pre pergunta: que ração ele está acostumado a comer? É nesse ponto que se estabelece um vínculo. “A AAAC, que mantém um abrigo com cerca de 2.500 animais, é uma das pioneiras em fazer feirinhas com apoio de em- presas de ração. Uma grande marca selecionou cerca de duas dezenas de ONGs e fornecia kits com produtos. Esta marca, de padrão médio, começou a fazer sucesso e subir no ranking de aceitação popular”, conta Flávio. “É importante ressaltar também outro caso. Outra marca que tivemos parceria, fazia desde seminários anuais, com centenas de protetores participantes de todo o país, até premiações. Foi a primeira marca a criar um selo em sua embalagem que, entregues às

ONGs, revertia em ração para animais carentes. Isso de norte a sul do país, numa logística complexa, mas que fez a marca subir no conceito popular”, lembra Flávio.

Quanto mais cresce o mercado pet, mais cresce a necessidade de seus players atuarem de forma consciente. Por isso, convidamos você que é da indústria, distribuidor ou lojista, a avaliar a possibilidade de criar programas de proteção animal, de conscientização, ou até mesmo a educar sua equipe de colaboradores.


Por Natália MirandaDiretora da editora Top.Co., há quase 25 anos no mercado pet, atuando com a publicação das revistas Pet Center/ Groom Brasil; Pulo do Gato; Cães & Cia; Medicina Veterinária em Foco; o concurso de tosa Groom Brasil; a feira SuperPet; e o congresso VetScience.


Clique aqui e adquirá já a edição 226 da Revista PetCenter/Groom Brasil e veja todas as reportagens na íntegra!

Compartilhe essa notícia!
PNFPB Install PWA using share icon

For IOS and IPAD browsers, Install PWA using add to home screen in ios safari browser or add to dock option in macos safari browser