Fornecedores da indústria pet food: mercado em crescente expansão
Brasil tem atraído investidores na área por ocupar o terceiro lugar no ranking mundial do setor pet. A humanização do animal e a demanda por saúde preventiva têm impulsionado tal crescimento

Uma pesquisa realizada pela Growth Market Reports prevê crescimento anual de 7,2% (CAGR) para o segmento global de nutracêuticos para pets até 2033, um movimento que vem sendo impulsionado pela humanização (que exige alimentos cada vez mais personalizados) e demanda por saúde preventiva. Tal crescimento mostra o quanto a busca por soluções que entreguem mais bem-estar e saúde aos animais de estimação está em evidência no segmento pet.
Segundo Karina Magro, CEO da AGROK Negócios, empresa especializada em intermediação e inteligência de mercado de ingredientes para nutrição animal, com atuação nacional nos segmentos de pet food e avicultura, o mercado de ingredientes para pet food está consolidado e em expansão contínua. “Ocupamos a terceira posição mundial no setor, atrás apenas de Estados Unidos e China. Essa representatividade decorre da nossa liderança na produção de proteína animal, milho e soja, insumos que compõem mais de 70% da base de uma ração”, diz a especialista.

“O ingrediente moderno entrega valor nutricional mensurável, transparência na origem e benefício claro à saúde animal” diz Karina Magro, CEO da AGROK Negócios
Ainda segundo Karina, o diferencial brasileiro é a autossuficiência produtiva:
“Enquanto outros países importam matéria-prima, o Brasil possui escala, disponibilidade e custo competitivo, garantindo segurança de abastecimento à indústria nacional e posicionando-se como fornecedor estratégico global. Desafios logísticos e tributários ainda persistem no país, mas a demanda por nutrição de alta qualidade e rastreabilidade nos consolida como protagonista no fornecimento de ingredientes para o segmento de alimentação de animais de estimação”, afirma a especialista. No campo das embalagens para pet food, o mercado também avança com muita inovação para atender as exigências atuais, principalmente na gestão de resíduos. Segundo o site Fortune Business Insights, o tamanho do mercado global de embalagens de alimentos para animais de estimação foi avaliado em US$ 12,05 bilhões em 2025 e deve crescer de US$ 12,79 bilhões em 2026 para US$ 20,97 bilhões até 2034, exibindo um CAGR de 6,37% durante o período de previsão. Para Edmur Batista do Carmo, fundador e Diretor Geral da Finepack, o mercado de embalagens para pet food é extremamente promissor e continuará em forte expansão nos próximos anos. “O segmento pet vem crescendo de maneira sólida e estruturada, impulsionado principalmente pela mudança no comportamento dos consumidores e pela forma como os pets passaram a fazer parte da rotina das famílias. Isso reflete diretamente na busca por alimentos de maior qualidade, produtos mais especializados e, consequentemente, embalagens com maior desempenho técnico, segurança, praticidade e apelo visual. Além da conservação e proteção do produto, as embalagens passaram a ter um papel estratégico na valorização das marcas no ponto de venda, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e sofisticado”, descreve o Diretor Geral da Finepack. Ainda segundo Edmur, outro ponto de destaque é o crescimento da demanda por soluções sustentáveis, tema que vem ganhando cada vez mais relevância no mundo e, também, dentro do segmento de animais de estimação. “Por isso, enxergamos o mercado pet food como uma área de grande potencial e evolução contínua, com espaço para inovação, desenvolvimento tecnológico e soluções cada vez mais alinhadas às novas exigências dos consumidores e das marcas”, acrescenta ele.

“Além da conservação e proteção do produto, as embalagens passaram a ter um papel estratégico na valorização das marcas no ponto de venda, especialmente em um mercado cada vez mais competitivo e sofisticado” diz Edmur Batista do Carmo, fundador e Diretor Geral da Finepack
TENDÊNCIAS EM INGREDIENTES
Para Karina, o desenvolvimento de ingredientes acompanha três pilares: funcionalidade nutricional, sustentabilidade e segurança alimentar. E para ela, as principais tendências são: “proteínas de alta digestibilidade: cresce o uso de proteínas hidrolisadas de frango e suíno, além de fontes alternativas como proteína de inseto. Apresentam digestibilidade acima de 90% e perfil hipoalergênico, alinhadas a novas regulações previstas para 2026; Coprodutos funcionais: plasma suíno spray-dried, ovo em pó e leveduras de cana ganham espaço por sua contribuição à palatabilidade, imunidade e saúde intestinal, otimizando o custo-benefício das dietas; Rastreabilidade certificada: origem livre de desmatamento, baixa emissão de carbono e rastreio por blockchain de grãos tornam-se critérios decisivos para grandes indústrias e varejo; Fibras funcionais e pós-bióticos: prebióticos como FOS, MOS e beta-glucanas substituem fibras tradicionais, refletindo a priorização da saúde intestinal na nutrição. O ingrediente moderno entrega valor nutricional mensurável, transparência na origem e benefício claro à saúde animal”, finaliza Karina.
TENDÊNCIAS EM EMBALAGENS
As embalagens pet food investem em soluções que promovam melhor barreira contra fatores externos (umidade, luz etc.), que preservem o aroma e a palatabilidade dos produtos, entre outras características. E, hoje, Edmur aponta que uma das principais tendências no mercado de embalagens para o segmento pet está diretamente ligada à sustentabilidade. “O foco do setor tem sido o desenvolvimento de soluções recicláveis, estruturas mais sustentáveis e embalagens que consigam unir performance técnica com menor impacto ambiental. Além disso, o mercado busca cada vez mais embalagens com alta qualidade de impressão, praticidade, resistência e forte apelo visual no ponto de venda, agregando valor às marcas e melhorando a experiência do consumidor. Na Finepack, acompanhamos esse movimento de perto, investindo em soluções inovadoras, como embalagens monomateriais e 100% recicláveis, alinhadas às novas exigências do mercado e às demandas de consumo mais conscientes”, finaliza.
Por Samia Malas



