Farmina inaugura primeiro CD da empresa na América Latina, em Bragança Paulista-SP

Marca italiana de pet food investe 45 milhões na obra; com empreendimento, a empresa dobra sua capacidade de produção no Brasil

Foto: divulgação
Novo Centro de Distribuição ocupa 10,5 mil m²

A Farmina Pet Foods, indústria de origem italiana presente em 70 países, realizou no dia 16 de setembro de 2025, a inauguração do seu primeiro Centro de Distribuição (CD) na América Latina, localizado em Bragança Paulista-SP em frente à unidade fabril da empresa (instalada na região desde 2009).

O investimento da empresa foi de 45 milhões no empreendimento, que marca um novo ciclo de expansão da companhia, tendo o Brasil como uma das prioridades. O CD ocupa 10,5 mil m² e foi construído em terreno doado pela prefeitura do município como parte do Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico (Pró-Indústria e Pró- Emprego). Com respaldo dessa operação, a Farmina, que hoje possui faturamento em torno de R$ 400 milhões, projeta duplicar a capacidade produtiva em território nacional, que hoje está em torno de 3.600 toneladas/mês.

Foto: Samia Malas
Angelo Russo, CEO Global (à esq.) e Marcelo Hara, Diretor Geral LATAM durante evento de inauguração do CD,
dia 16 de setembro de 2025
Foto: Samia Malas
No corte da faixa de inauguração estava presente o prefeito da cidade de Bragança Paulista-SP, Edmir Chedid

No evento de inauguração estavam presentes o CEO global da Farmina, o italiano Angelo Russo e seu filho, Francesco Russo, que é Chief Information Officer (CIO) da Farmina, o prefeito de Bragança Paulista-SP Edmir Chedid e sua vice Gislene Bueno e Marcelo Hara, Diretor Geral LATAM. Houve também homenagem a representantes de empresas que participaram da realização do projeto. São eles: Paulo Prado, da Prado Construtora, responsável pela obra, Vilmar Albert, gerente Industrial da Farmina, João Varoni, da Concept Engenharia, e o próprio prefeito Edmir Chedid.

“Esta inauguração é o começo de tudo que vai acontecer com a Farmina em Bragança Paulista-SP. […] Obrigada pela confiança”, disse Chedid em seu discurso. “Nos próximos 5 anos, o novo CD vai gerar, de forma gradual, mais de 150 empregos diretos e indiretos na região”, apontou Hara. Já Angelo Russo, que discursou em português, agradeceu a parceria da prefeitura de Bragança, que teve início já com o antigo prefeito, que era pai de Chedid. “A Farmina é uma empresa familiar, que começou com o meu pai, e aqui em Bragança, a Farmina iniciou sua atuação com o pai de Chedid. Hoje estou aqui trabalhando com meu filho, então, são duas famílias que se unem para a realização deste importante projeto”, disse Russo.

No novo CD serão estocadas embalagens, produtos secos produzidos e embalados na fábrica anexa e a linha importada de alimentos úmidos fabricados na planta da Sérvia, onde está a maior fábrica da Farmina, que possui plantas também na Itália (matriz) e nos Estados Unidos. Um dos destaques da obra é o fato de o CD estar interligado à fábrica por uma passagem subterrânea com elevação de 16 metros de altura. “Este túnel que interliga diretamente o CD à fábrica é uma grande obra de engenheira que facilita o fluxo direto do que é produzido ao CD, e vai permitir uma nova expansão da fábrica no futuro”, se orgulha Angelo, que até por volta de 2027, pretende iniciar a segunda fase da ampliação que visa aumentar ainda mais a capacidade de produção da fábrica. “Para isso, os grãos de ração serão enviados pelo túnel direto para o CD, onde serão ensacados, dando espaço para a instalação de mais duas extrusoras na fábrica”, explica o italiano.

No futuro, a empresa também pretende construir uma fábrica somente para alimentos úmidos e petiscos no complexo industrial da Farmina de Bragança Paulista-SP. Porém, para este investimento, a empresa aguarda doação de terreno da prefeitura.

Foto: divulgação
CD está localizado em frente à unidade fabril da empresa

Brasil ganhará peso como polo exportador

A fabricante também mira ampliar sua presença na América Latina com esta expansão de capacidade fabril, já que o Brasil está posicionado como hub de negócios do grupo na região e base de exportação para 14 países da América Central e do Sul. Hoje, as exportações da marca nestes 14 países representam 30% do volume de vendas do que é produzido pela Farmina no Brasil e os demais 70% abastecem em torno de 10 mil pet shops e clínicas veterinárias brasileiras – em termos de volume global, Angelo diz que o Brasil representa de 12 a 13 % das vendas em nível mundial.

Segundo Marcelo Hara, um dos alvos definidos para ampliar a exportação é a Argentina, onde o segmento super premium carro-chefe da Farmina, representa 30% do consumo de alimentos para pets. No Brasil, esse percentual é de 8%. “Estamos de olho nos mercados da América do Sul que têm apresentado movimento de maior abertura ao comércio internacional. A Argentina é o segundo maior mercado pet da América do Sul e a Farmina não pode ficar de fora”, revela Hara. Na região, a Farmina tem Colômbia, Chile e Uruguai, em respectiva ordem de importância, como os principais mercados exportadores. “O mercado pet na América Latina tem chances de crescer muito mais em comparação ao Brasil, que tem um crescimento mais maduro, de apenas 3 % ao ano. Mas tem países que ainda estão engatinhando no mercado pet e têm possibilidade de crescimento mais importante. No Brasil me interessa mais a migração dos pais de pet de produtos mais baratos para produtos de melhor qualidade. Produzimos comida para crianças e não para pets. Este público de pais de pet são o nosso foco no Brasil”, acrescenta Angelo.

No total, atualmente são 46 distribuidores parceiros que garantem o escoamento ao mercado nacional e das exportações. Do mesmo local também será feito o despacho dos pedidos da venda direta às grandes varejistas de produtos pet. “A conquista do CD representa um dos nossos maiores investimentos após nossa instalação no Brasil. Chegamos no país por Curitiba-PR, em 2002, atuando por meio de importação. Em 2004 iniciamos a produção local com terceirização e em 2009 começamos a operar uma planta própria”, relembra Angelo Russo.

No Brasil, a Farmina produz as linhas N&D e Vet Life. “Nosso diferencial é o alto grau de proteína no alimento em comparação à concorrência. Também temos muitas linhas sem grãos e um grau de inovação muito grande, desenvolvendo produtos diferenciais, desde a linha veterinária até as linhas específicas. Somos mais caros no mercado sim, mas nosso custo é maior por conta da qualidade de nossa matéria-prima”, destaca Angelo. Outro diferencial da marca destaca por Francesco é a entrega de serviço ao público veterinário e tutores. “Temos uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) que ajuda o consumidor a saber qual produto e as quantidades ideais para cada pet. Temos um time de consultores nutricionais que fornecem esta informação personalizada que acompanha a vida do pet. Ele pode tirar esta dúvida conosco em qualquer hora do dia e esta ferramenta de IA tem ficado cada vez mais apurada. Isso também ajuda a gerar muita confiança entre os médicos-veterinários”, destaca Francesco. 

Novidades de produtos à vista

Marcelo Hara antecipou alguns lançamentos que vão chegar no mercado em breve, como uma linha para cães de raças médias com pelos brancos e outra para cães de pelagem marrom (a N&D White e N&D Brown, respectivamente) e uma para filhotes (a linha Mini). “Dentro da linha N&D temos alguns produtos que classificamos como especialidades que entregam soluções nutricionais específicas aos pets, como estes para cães de pelagem branca e marrom, que entregam resultados na pele e no pelo do animal, deixando-o mais brilhante, reduzindo manchas, entre outros benefícios”, explica Hara, que ainda anuncia a chegada de uma nova linha para gatos que deve chegar ao mercado no início de 2026. “Estes são grandes exemplos de como a pesquisa científica leva ao lançamento de novos produtos na Farmina”, completa Angelo.

Sobre a Farmina

Criada na Itália, em 1965, por Francesco Russo, a Farmina nasceu como Russo Mangimi e focada em zootecnia. Já na segunda geração, pelas mãos de Angelo Russo, em 1999 a empresa voltou-se para o segmento pet food ao perceber o avanço da população de cães e gatos como companhia doméstica. Hoje, a empresa mantém plantas na Itália, Estados Unidos, Sérvia e no Brasil – mercado onde atua desde 2002.

Por Samia Malas

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