6 previsões que vão redefinir o ecossistema do comércio em 2026
Executivos apontam as tendências do próximo ano, que também incluem as oportunidades da copa do mundo e a TV 3.0

O ano de 2026 exigirá que varejistas e anunciantes ultrapassem os modelos tradicionais de gestão e vendas para crescer junto às transformações de um mercado redefinido pelo uso cada vez mais intenso das tecnologias digitais. Executivos da Criteo, plataforma global que conecta o ecossistema de comércio, compartilham suas previsões para o próximo ano, abordando o uso da inteligência artificial autônoma, a ascensão do comércio social, a chegada da TV 3.0 ao mercado brasileiro e a Copa do Mundo, que deve impulsionar o ecossistema de varejo, turismo e publicidade:
1. SOCIAL COMMERCE SERÁ UMA DAS GRANDES APOSTAS
Para Tiago Cardoso, diretor geral da Criteo para América Latina, o social commerce irá se consolidar como um dos principais motores de conversão no ambiente digital, impulsionado pela integração cada vez mais fluida entre conteúdo, influência e transação. “Para marcas D2C e empresas de e-commerce menores, esse modelo se mostra especialmente atraente por reduzir atritos na jornada de compra e alinhar melhor os incentivos para os criadores de conteúdo, que ganham novos mecanismos de monetização com visibilidade de vendas e comissão direta”, diz.
2. RETAIL MEDIA EVOLUIRÁ PARA SISTEMA OPERACIONAL DO VAREJO
Para Sherry Smith, presidente de Retail Media da Criteo, a retail media evoluirá de um canal puramente de anúncios para se tornar o sistema operacional do varejo. “Dados de mídia, merchandising e comércio finalmente funcionarão como um sistema único, oferecendo aos varejistas um motor unificado para definir como os produtos são descobertos, precificados, promovidos e vendidos. Essa transformação eliminará a fragmentação de longa data e dará às marcas insights mais claros, maior controle e a capacidade de gerar resultados reais de negócios em todos os pontos de contato do varejo”, afirma.
3. BUSCA POR EQUILÍBRIO ENTRE HUMANOS E AGENTES DE IA
De acordo com Tiago, embora o impacto da IA no mercado de e-commerce e publicidade no Brasil ainda esteja crescendo, ele já chama a atenção de consumidores e empresas. Um dos movimentos mais relevantes nessa transformação é a evolução do SEO tradicional para modelos de recomendação baseados em IA, tanto nos motores de busca quanto nas próprias plataformas digitais e ferramentas de IA.
Cardoso aponta que, a medida que os agentes de IA começam a intermediar a descoberta de produtos online e direcionar tráfego para e-commerces e marketplaces, a tendência do mercado para os anunciantes é buscar ferramentas de medição mais precisas para identificar o que representa uma ação do consumidor versus o que foi iniciado ou influenciado por um agente de IA. No entanto, o uso da IA vai além; ela deve ser utilizada internamente pelos anunciantes para elevar a qualidade do serviço, personalizar as interações comerciais, obter eficiência operacional e ser decisiva para toda a estratégia de negócios.
4. CTV IRÁ SE CONSOLIDAR
Embora se fale muito sobre CTV no mercado publicitário, Tiago Cardoso enfatiza que o meio ainda é visto como um complemento às outras estratégias dos anunciantes; no entanto, provavelmente ganhará mais força em 2026. “A CTV permite segmentação, precisão de público e mensuração eficaz, além de acompanhar o usuário ao longo de sua jornada de compra. À medida que isso avança e o canal entrega mensagens realmente alinhadas com outros canais, a CTV deve se consolidar como um dos principais motores do crescimento da publicidade em vídeo no Brasil”, afirma o executivo.
5. TV 3.0 CHEGA AO MERCADO
A TV 3.0 terá suas primeiras transmissões de teste na primeira metade de 2026 e Cardoso destaca que ainda há um longo caminho para que ela se estabeleça como um canal de publicidade comparável à CTV. “Barreiras de usabilidade, como a dificuldade de fazer compras diretamente pelo controle remoto, podem limitar a adoção de formatos mais voltados para a conversão de anunciantes.” O executivo explica ainda que o principal concorrente da TV 3.0 não será a TV tradicional, mas sim o ecossistema online sob demanda, especialmente as plataformas de streaming, que já oferecem experiências personalizadas, compra programática e métricas mais próximas dos padrões digitais. Diante disso, a tendência aponta para investimentos crescentes e mais maduros em CTV, guiados pela mensuração de resultados e integração com os objetivos de negócios, enquanto a TV 3.0 avança gradualmente, exigindo testes e uma definição clara de KPIs para comprovar seu valor no ecossistema publicitário.
6. COPA DO MUNDO PODE ELEVAR O ECOSSISTEMA DE PUBLICIDADE
Tiago Cardoso destaca a Copa do Mundo de 2026 como um momento importante para o crescimento do varejo, do turismo e de todo o ecossistema publicitário. Espera-se que o evento estimule o consumo de produtos licenciados e direcionados, aumente a demanda por viagens, experiências e entretenimento, e acelere os investimentos em mídia e comunicação pelas marcas. “Com grandes públicos, alto engajamento emocional e múltiplos pontos de contato ao longo da jornada do consumidor, a Copa cria um ambiente especialmente favorável para estratégias integradas de marketing, mídia de varejo e ativações de marca”, diz Cardoso. Nesse contexto, o executivo acredita que 2026 pode se consolidar como um ano decisivo para os players que conseguirem planejar com antecedência, alcançando desempenho acima da média do mercado.
Por assessoria de imprensa



