Digestibilidade da ração impacta energia, bem-estar e até longevidade de cães e gatos

Qualidade dos ingredientes e processamento correto fazem diferença na absorção de nutrientes e na saúde intestinal dos pets

Foto: Imagem de studiogstock no Freepik

A digestibilidade da ração, ou seja, o quanto o organismo do pet consegue aproveitar dos nutrientes ingeridos, é um dos principais fatores para a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Mais do que a quantidade oferecida, o que realmente importa é o quanto daquele alimento será absorvido e utilizado pelo corpo do animal.
A qualidade das matérias-primas e o processamento térmico empregado na fabricação são essenciais para garantir esse benefício. Proteínas de origem animal de alta qualidade, como carnes, vísceras, ovos e peixes, apresentam maior aproveitamento pelo organismo, além de aumentarem as chances de aceitação do alimento.
“Em rações de alta digestibilidade, o pet ingere um menor volume de alimento para obter os nutrientes necessários. Os tutores percebem isso no dia a dia: mais energia, pelagem brilhante, fezes mais firmes, em menor volume e com melhor consistência”, explica André Viana, diretor técnico de Pet da Polinutri.
No caso dos carboidratos, a escolha de fontes mais digestíveis, como o arroz, aliada a um processamento térmico adequado, é fundamental para garantir o aproveitamento nutricional. “Os cães, por exemplo, não possuem amilase salivar e dependem da amilase pancreática para digerir o amido. Por isso, a correta gelatinização durante o processo de extrusão é essencial”, completa Viana. Esse cuidado no processamento influencia diretamente na eficiência da digestão e na absorção dos nutrientes, refletindo na saúde geral do animal.
As fibras alimentares também desempenham papel importante no funcionamento do intestino dos pets. A combinação equilibrada entre fibras solúveis e insolúveis favorece o trânsito intestinal adequado e contribui para a manutenção da microbiota. Além de promoverem uma digestão mais eficiente, as fibras auxiliam no controle de peso e colaboram para a saúde intestinal — fator cada vez mais associado à imunidade e à qualidade de vida.
Respeitar as particularidades de cada espécie é fundamental:
“A longevidade dos cães e gatos está diretamente ligada a uma alimentação equilibrada, com ingredientes de qualidade, frescor, alto valor nutricional e ausência de corantes e conservantes artificiais. Alimentar bem é uma das maiores demonstrações de cuidado e carinho que o tutor pode oferecer”, ressalta Viana.
Os gatos são carnívoros estritos e necessitam de níveis mais elevados de proteínas e gorduras, além de nutrientes específicos como taurina, ácido araquidônico e determinadas vitaminas que não conseguem sintetizar sozinhos. Também são mais sensíveis ao excesso de minerais, especialmente magnésio, o que pode favorecer a formação de cálculos urinários.
Já os cães, por serem onívoros facultativos, apresentam maior flexibilidade alimentar. Ainda assim, precisam de dietas cuidadosamente equilibradas para atender às suas necessidades nutricionais em cada fase da vida.
Ao escolher a ração, portanto, o tutor deve considerar não apenas a marca ou o preço, mas a qualidade dos ingredientes, o equilíbrio da fórmula e a adequação à espécie e ao perfil do animal. Afinal, uma alimentação de alta digestibilidade não impacta apenas o prato, mas a saúde, a vitalidade e a longevidade dos pets.

Por assessoria de imprensa

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