Pipeta ou comprimido para tratar ectoparasitas: saiba explicar as diferenças entre eles para o seu cliente

Médica-veterinária explica quais são elas e reforça as recomendações de higiene e desinfecção para manter os parasitas longe dos pets

Foto: divulgação

O verão chegou e, nesta época do ano, a presença de ectoparasitas aumenta. Apesar de ser um preocupação frequente dos responsáveis de pets de diferentes raças e portes, nos meses mais quentes, a atenção deve ser reforçada, já que o calor e a umidade favorecem a proliferação. As recomendações envolvem desde a desinfecção dos ambientes até o uso de antiparasitários. E, na hora de escolher o medicamento, uma dúvida sempre surge. O que é melhor para o pet: o uso de medicação em pipeta ou em comprimido?

A médica-veterinária e coordenadora de marketing da Chemitec Agro-Veterinária, Vivan Lima, ressalta que, independente de ser em pipeta ou comprimido, o uso de antiparasitários deve fazer parte da rotina do pet. “Os ectoparasitas são aqueles que vivem na superfície e que se alimentam de sangue, de secreções ou da própria pele do animal. Os mais comuns são as pulgas, carrapatos, piolhos e os ácaros e podem causar desconforto e uma série de doenças, tanto para os pets como para toda a família. Por isso, é essencial manter um controle adequado”, ressalta.

De modo geral, a principal diferença entre pipeta e comprimido está na forma de administração do produto. Enquanto a pipeta é de uso tópico, ou seja, é aplicado na pele, normalmente na nuca ou entre as omoplatas, o comprimido é ingerido pelo animal. “Muitas vezes, os responsáveis optam pelas pipetas pela dificuldade de alguns animais em engolir o comprimido. Porém, na hora da escolha, outros fatores também devem ser considerados, principalmente a forma de atuação do medicamento”, acrescenta.

Vivian explica que, apesar de terem o mesmo objetivo, os medicamentos funcionam de forma distinta. No caso da pipeta, o produto é absorvido pela pele, criando uma espécie de barreira protetora que tem como função repelir e eliminar os parasitas externos. Uma vez aplicado, a medicação tem duração de cerca de 30 dias. Os principais cuidados neste caso são não aplicar o produto em locais onde o pet pode lamber e não dar banho logo em seguida da aplicação. “Alguns medicamentos são liberados lentamente, o que garante um efeito residual prolongado por semanas”, explica.

Já o comprimido age após ser absorvido pelo sistema digestivo e circulatório do animal. Ou seja, o princípio ativo entra na corrente sanguínea do pet. Quando são picados, os ectoparasitas têm contato com o medicamento e são eliminados. Há medicamentos com duração mensal e outros com duração mais longa. A atenção, neste caso, é que, como atinge a corrente sanguínea, a medicação circula no organismo e, desta forma, deve ser evitada por animais com problemas intestinais, renais ou outras dificuldades.

Além da diferença na forma de aplicação e na atuação do medicamento, a questão do custo é mais um fator que deve ser levado em conta. “Geralmente, o medicamento em pipeta é mais acessível que os comprimidos. Considerando que são tão eficazes quanto a medicação via oral, pode ser o melhor custo x benefício para o responsável”, pondera Vivian. Segundo ela, este é mais um fator que pode ser apresentado ao veterinário. “A recomendação da melhor opção sempre caberá ao médico-veterinário que acompanha o pet. Mas, o responsável precisa entender as particularidades e considerar diferentes opções, de acordo com rotina da família e o comportamento do animal”, reitera.

O impacto dos ectoparasitas não se restringe apenas aos animais e pode afetar a saúde de toda a família. “A limpeza do ambiente é importante para todos, não somente para quem tem animal de estimação em casa. Os ácaros, pulgas e carrapatos podem estar por toda parte”, afirma.

Entre as recomendações básicas, segundo Vivian, estão a utilização de aspirador de pó regularmente e a limpeza dos ambientes e utensílios. No que se refere especificamente ao ambiente do pet, a desinfecção deve envolver a lavagem periódica das camas dos pets, tapetes, capachos, roupas e brinquedos. “Usar um desinfetante específico ajuda a manter o ambiente sempre limpo e livre, não somente de pulgas e carrapatos, mas dos diferentes tipos de germes”, conclui.

Por assessoria de imprensa

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