Design que vende mais: como a BioBone está reposicionando a marca para avançar nas exportações e aumentar as vendas em 200% nos próximos anos

Em um mercado que movimentou mais de R$ 77 bilhões no Brasil em 2025, marca aposta em tecnologia proprietária, produtos sem plástico convencional e design para ampliar atuação  


Foto: Divulgação

O mercado pet movimentou R$ 77,96 bilhões no Brasil em 2025 e deve alcançar R$ 81,35 bilhões em 2026, segundo dados da Abempet. Em meio a esse cenário de expansão, a BioBone, marca da Zero Plastic, aposta no desenvolvimento de soluções que combinam inovação, bem-estar animal e sustentabilidade, com produtos pensados para os animais e para o mundo ao seu redor. Para acompanhar uma nova etapa de crescimento, a empresa revisou sua estratégia de marca em um projeto conduzido pela Valkiria, que incluiu identidade verbal, identidade visual e design de embalagem. A iniciativa busca preparar a BioBone para ampliar as vendas em 200%, expandir o portfólio e avançar para mercados internacionais, começando pelos Estados Unidos, em janeiro de 2027.

Quando iniciou o projeto, em abril deste ano, a BioBone tinha seis modelos de produtos comercializados por e-commerce próprio, marketplaces, televendas B2B e redes físicas como Petlove, Cobasi e Pet Camp. Com a nova estratégia, apresentada na feira Pet South America no mês de agosto em São Paulo, a BioBone pretende crescer 300% em 2026, impulsionada pela expansão do portfólio, dos canais de venda e pela preparação da marca para novos mercados, incluindo a exportação. A companhia também prevê ampliar sua atuação, com novas categorias e possibilidades de produtos para cães e gatos.

Para a Valkiria, o desafio principal era fazer com que o design acompanhasse a estratégia de crescimento da empresa e, ao mesmo tempo, traduzisse para o consumidor a tecnologia que diferencia os produtos da BioBone. A proposta foi transformar um diferencial técnico em um elemento de valor percebido da marca, deixando mais clara a inovação presente na matéria-prima e na aplicação desenvolvida pela empresa.

“Quando existe uma tecnologia proprietária por trás de um produto, o desafio da marca é fazer com que esse diferencial seja compreendido e valorizado pelo mercado. No caso da BioBone, existe uma inovação importante na matéria-prima e na aplicação desse material em produtos para pets. Nosso trabalho foi construir uma identidade capaz de traduzir essa tecnologia de forma clara, sem perder de vista a funcionalidade do produto e o momento de expansão da empresa. O design passa a ser, assim, uma ferramenta para comunicar inovação, diferenciação e valor”, explica Moisés Hansen, cofundador e Diretor de Negócios da Valkiria.

A estratégia também considera a expansão internacional. Os Estados Unidos serão o primeiro mercado da BioBone fora do Brasil, com início das operações previsto para janeiro de 2027. Para essa nova etapa, a empresa precisava construir uma identidade forte e competitiva, capaz de disputar espaço com grandes marcas globais do setor pet. O trabalho desenvolvido pela Valkiria busca preparar a BioBone para essa expansão, criando uma marca com posicionamento internacional, sem perder sua essência e seus diferenciais tecnológicos.

“A BioBone já tinha uma tecnologia e um produto com potencial de expansão. O trabalho com a Valkiria veio para construir uma marca à altura das nossas ambições. Em janeiro de 2027, iniciaremos nossa operação nos Estados Unidos, onde queremos competir de igual para igual com os grandes players do mercado pet. Nosso objetivo é mostrar que uma empresa brasileira pode desenvolver tecnologia, construir uma marca forte e conquistar espaço internacionalmente”, afirma Frederico Carvalho, cofundador da BioBone.

O diferencial tecnológico está na matéria-prima e na forma como ela é aplicada aos produtos. A BioBone utiliza uma resina vegetal derivada da cana-de-açúcar, obtida por fermentação, que resulta em um material moldável capaz de substituir o plástico convencional. A aplicação dessa resina combinada a fibras naturais em brinquedos para pets é patenteada no Brasil, enquanto a matéria-prima utilizada pela empresa é obtida por meio de contrato de exclusividade.

“O plástico foi uma das grandes revoluções da humanidade e tem aplicações importantes, mas isso não significa que faça sentido em tudo. Será que um cachorro precisa passar horas roendo um produto sintético derivado do petróleo e ingerindo as micropartículas que se desprendem? Acreditamos que não. A BioBone nasceu para questionar isso e oferecer uma alternativa vegetal. Mas ter um produto inovador não basta. Precisamos de uma marca forte, com design, identidade e posicionamento à altura da nossa tecnologia. Foi justamente esse o trabalho desenvolvido com a Valkiria: preparar a BioBone para competir de igual para igual com os grandes players do mercado pet, não apenas no Brasil, mas internacionalmente”, afirma Frederico Carvalho, cofundador da BioBone.

Além de substituir o plástico convencional, o material é 100% compostável e foi desenvolvido para atender a necessidades específicas dos cães, como a expressão de comportamentos instintivos, redução de estresse, estímulo à saúde bucal e gasto cognitivo. A proposta também busca oferecer uma alternativa ao nylon, material tradicionalmente utilizado em mordedores, que pode liberar micropartículas plásticas durante a mastigação.

É justamente essa combinação entre tecnologia, funcionalidade e segurança que passa a ganhar maior destaque com o reposicionamento da marca. O trabalho conduzido pela Valkiria busca traduzir uma inovação que já existe no produto em uma identidade capaz de comunicar com mais clareza seus diferenciais e aumentar a percepção de valor junto aos consumidores e aos novos mercados que a BioBone pretende alcançar.

“Mais do que mudar a identidade, precisávamos entender como o design poderia ajudar o negócio a crescer. Hoje temos uma marca mais preparada para apresentar nossos produtos, entrar em novas categorias e conversar com outros mercados. O objetivo é que essa evolução acompanhe o crescimento da empresa”, conclui Frederico Carvalho, cofundador da BioBone.

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