Brasil lidera disposição para adotar pets, mas informação ainda é desafio para uma adoção responsável

Nova pesquisa global lançada pela Mars mostra quais as principais barreiras para quem quer ter um animal de estimação

Foto: divulgação

O Brasil aparece na liderança global quando o assunto é disposição para adotar um pet. É o que mostra a terceira edição da pesquisa realizada pela Mars em parceria com Censuswide, que ouviu 26 mil pessoas em 14 mercados do mundo. No país, 19% dos entrevistados afirmam estar prontos para adotar um animal hoje, contra 12% na média global.

A familiaridade com o processo também é maior entre os brasileiros: 76% dizem compreender como funciona a adoção, ante 64% globalmente. Ainda assim, a decisão pode vir acompanhada de dúvidas e inseguranças. Para 20% dos entrevistados no Brasil, ter acesso a orientação especializada aumentaria a confiança para adotar.

Entre os principais desafios apontados, a saúde e o histórico médico desconhecido aparecem em primeiro lugar, mencionados por 36% dos brasileiros. A adaptação à rotina e os custos também fazem parte das preocupações de quem considera receber um novo animal em casa. A integração com outros pets é citada por 21% dos entrevistados e ganha ainda mais relevância entre os mais jovens: 25% das pessoas de 18 a 24 anos e 26% da faixa de 25 a 34 anos apontam esse fator como um dos desafios, contra 15% entre aqueles com 55 anos ou mais.

Para Katia Souza, diretora de Assuntos Corporativos da Mars Pet Nutrition no Brasil, os resultados mostram que a disposição para adotar precisa caminhar junto com acesso à informação e suporte ao longo da jornada.

“A adoção responsável começa antes mesmo da chegada do pet à nova casa. Por isso, queremos entender o que aproxima e o que ainda gera dúvidas nas pessoas que consideram adotar, usando essas informações para tornar essa jornada mais clara e segura. O Global Adoption Weekend é uma plataforma para levar conhecimento, gerar identificação e incentivar escolhas responsáveis, contribuindo para que mais animais encontrem lares preparados para recebê-los, além de promover a missão da Mars de criar um mundo melhor para eles”, explica a executiva.

Orientação ajuda a transformar intenção em cuidado

A preocupação com a saúde é acompanhada por uma forte busca por orientação profissional. Entre os tutores brasileiros, 68% afirmam confiar no veterinário para receber orientações sobre alimentação, índice superior à média global de 57%.

O levantamento também aponta que a experiência com a adoção varia entre gerações. Entre os brasileiros de 25 a 34 anos, 65% afirmam já ter adotado um animal de um abrigo ou ONG. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, o percentual é de 40%.

As condições da vida cotidiana aparecem como parte da equação. O Brasil registra os maiores índices entre os mercados pesquisados quando os entrevistados avaliam que mudanças na rotina das cidades e no trabalho poderiam facilitar a convivência com pets. Para 24%, a possibilidade de trabalho flexível ajudaria no cuidado com os animais, enquanto 27% gostariam de contar com mais espaços de lazer pet friendly. Globalmente, os índices são de 19% e 17%, respectivamente.

Os dados reforçam que a adoção não termina quando o animal chega à nova casa. Questões relacionadas à saúde, alimentação, comportamento, rotina e convivência fazem parte da adaptação e podem exigir apoio de profissionais e informações confiáveis.

Global Adoption Weekend

Os dados fazem parte de um estudo inédito realizado pela Censuswide para a Mars como parte das iniciativas relacionadas ao Global Adoption Weekend, movimento que busca incentivar a adoção responsável. O objetivo da pesquisa é amplia os aprendizados do Mars State of Pet Homelessness Project (Projeto sobre a Situação da Falta de Lares para Animais de Estimação) ao aprofundar a compreensão sobre as barreiras enfrentadas por quem considera adotar e sobre o suporte necessário para que mais animais encontrem e permaneçam em lares preparados para recebê-los.

Foram consultadas pessoas com 18 anos ou mais em 14 mercados — Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, Brasil, México, Índia, Polônia, Filipinas, Canadá, Itália e Japão — entre 16 e 29 de julho de 2026. No Brasil, foram entrevistadas 2.000 pessoas de todas as regiões do país, entre 16 e 23 de julho.

A amostra brasileira foi composta por 1.052 entrevistados do Sudeste, 459 do Nordeste, 255 do Sul, 134 do Centro-Oeste e 100 do Norte. Os recortes regionais devem ser considerados como representativos da composição da amostra, sem interpretação de diferenças estatisticamente significativas entre as regiões.

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