Pet Food Institute promove ações para expandir no mercado brasileiro

Associação reforça que sustentabilidade, inovação e competitividade caminham juntas e norteiam missão de crescimento no mercado brasileiro de pet food

Equipe Pet Food Institute: Giovanna Oliveira (Trade & Marketing Specialist), Daniel Nat-Davies (vice-presidente de operações comerciais e programas) e Guilherme Acherboim (Trade & Marketing Specialist). Foto: arquivo PFI

O Pet Food Institute (PFI) atua globalmente há mais de 60 anos promovendo produtos de nutrição animal de qualidade produzidos nos Estados Unidos. No Brasil desde 2023, a associação, que representa a maior parte dos fabricantes norte-americanos de alimentos para cães e gatos, tem mirado em nosso mercado pet. Os números brasileiros saltam aos olhos da PFI: são cerca de 160,9 milhões de animais de estimação segundo dados de 2025 da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abempet). Além disso, o Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo em faturamento e população de animais, com uma movimentação anual de R$ 80 bilhões, o que fomenta a associação a seguir ampliando sua voz no país.

“O primeiro dado que consideramos para entrar no mercado brasileiro é a população de pets no país, que tem um mercado pet gigantesco e com muito potencial. Mesmo que tenhamos alguns desafios para entrar no segmento pet no Brasil, temos feito parcerias com alguns órgãos do governo, como o MAPA, para garantir que as leis de manufatura de produtos nos Estados Unidos estivessem de acordo com o que é aceito por aqui. Recentemente houve algumas mudanças que têm ajudado no processo, mas ainda restam grandes desafios como os altos impostos para o setor de pet food no Brasil, uma das maiores taxas do mundo”, apontou Daniel Nat-Davies, vice-presidente de operações comerciais e programas do Pet Food Institute, que esteve no Brasil em agosto de 2026 para apresentar as principais iniciativas do PFI relacionadas à inovação e práticas sustentáveis para atender à crescente demanda mundial por alimentos seguros e de alta qualidade para cães e gatos.

Disseminando informação sobre nutrição

Em entrevista coletiva, o executivo abordou as diferentes frentes apoiadas pela instituição, bem como, para apresentou tendências da nutrição, apoio ao ambiente regulatório baseado na ciência e práticas sustentáveis da cadeia produtiva. “Temos realizado webinars com alguma frequênciapara treinar veterinários sobre a nutrição animal, além de nos comunicarmos ativamente com estes profissionais através de associações veterinárias, oferecendo o conhecimento que eles precisam. Para tutores utilizamos mídias sociais, realizamos eventos para disseminar informações, trade shows etc. Na feira Pet South America realizamos uma ação que foi redirecionada ao nosso site para disseminar toda a informação fornecida”, acrescenta Daniel.

Competitividade de mercado & estratégias

O mercado de pet food é muito grande e competitivo, porém, Daniel destaca que os produtos de marcas norte-americanas se destacam por atendem necessidades específicas dos animais, com alimentos especializados que tratam questões como alergias ou diferentes tipos de problemas de saúde que afligem cães e gatos. “Com os nossos produtos não estamos apenas alimentando os pets, mas tratando condições de saúde. As pessoas querem o melhor para os seus pets e nós queremos trazer produtos que supram esta necessidade”, enfatiza o executivo.

Outra ação estratégica da PFI é a de continuar educando os consumidores. “Temos um longo trabalho para atingir toda a população e estamos tentando expandir ao máximo no Brasil, nos diversos mercado deste país. É um projeto bem grande para nós e estamos trabalhando para expandir de forma gradual”, finaliza Daniel.

Panorama do PFI

Em 2025, as exportações norte-americanas de alimentos e petiscos para pets representaram US$ 2,4 bilhões e alcançaram mais de 90 países. Entre os mercados principais estão Canadá (48%), México (10%), China (10%), Japão (4%) e Austrália (4%). Para o PFI, esse crescimento está diretamente ligado ao aumento da demanda por alimentos comerciais completos e balanceados em diversos mercados internacionais. Um dos pilares da instituição, a segurança alimentar segue como prioridade, de forma que todos os alimentos devem contar com regulamentações fundamentadas em evidências científicas e um processo qualificado de matérias-primas, embalagem, transporte e distribuição.

Desde 1993, o PFI participa do Market Access Program (MAP), iniciativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), e em 2026 recebeu US$ 1,35 milhão voltados à promoção internacional de produtos agrícolas em 11 mercados distribuídos por 19 países, incluindo o Brasil. As iniciativas incluem capacitação de médicos-veterinários sobre nutrição animal, estudos de mercado e apoio técnico para empresas exportadoras. 

Sustentabilidade como estratégia de longo prazo

Consciente de que inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntas, o PFI mantém como eixo prioritário o estímulo a uma cadeia produtiva cada vez mais equilibrada. A entidade apoia a redução dos impactos ambientais da produção de alimentos para pets, estimulando o uso eficiente de recursos naturais, melhorias em embalagens, redução do desperdício de alimentos e inovação em ingredientes.

O PFI também incentiva políticas públicas que permitam avanços tecnológicos sem comprometer a segurança alimentar ou a qualidade nutricional dos produtos, reconhecendo que sustentabilidade, inovação e competitividade caminham juntas para atender às expectativas dos consumidores e aos desafios ambientais das próximas décadas. o que permite uma evolução consistente e sustentável ao longo do tempo”, finaliza Diego.

Por Samia Malas

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