5 erros que podem levar um pet shop à falência e como evitá-los

Falta de estudo de mercado, erros na precificação e ausência de marketing estão entre as falhas mais comuns apontadas por especialista

Imagem de Sarkawt Jabar por Pixabay

A profissionalização do mercado pet no Brasil vem se acelerando, impulsionada por movimentos como a fusão entre Petz e Cobasi, já aprovada pelo CADE. Em um setor cada vez mais competitivo, micro e pequenos empreendedores precisam mais do que paixão por animais; é necessário preparo e estratégia para sobreviver. O alerta é de Ricardo de Oliveira, CEO da Fórmula Pet Shop e referência nacional em marketing e gestão no segmento, que já implantou mais de 60 lojas e mentorou mais de 350 negócios pet. Ele aponta os cinco erros mais comuns que comprometem o sucesso de quem decide empreender no ramo e explica como evitá-los.

À frente de mentorias que já impactaram mais de 8,7 mil alunos em todo o país, Ricardo observa de perto a entrada constante de apaixonados por pets que, sem o devido preparo, acabam fechando as portas antes mesmo de consolidar o negócio. “O maior erro é confundir amor por animais com conhecimento de gestão”, afirma. “A loja precisa ser pensada para o tutor, com base em dados, posicionamento e estratégia, não apenas na emoção. Abrir uma loja sem pesquisa de mercado é como abrir os olhos no escuro. A chance de tropeçar é enorme.

Veja os cinco erros mais comuns ao abrir um pet shop, segundo Ricardo de Oliveira:

  1. Abrir sem estudo de mercado: muitos empreendedores escolhem o ponto comercial pela emoção ou aparência, sem saber se o bairro tem demanda, qual o perfil dos tutores ou se já há concorrência forte. A solução é fazer uma pesquisa simples: conversar com moradores, observar o fluxo da rua, mapear concorrentes, analisar a renda média da região e o tipo de pet que as famílias têm. Isso define o mix, o posicionamento e o tipo de serviço ideal para o local.
  2. Comprar estoque sem estratégia: empolgado, o empreendedor compra o que acha bonito ou aceita tudo o que o fornecedor oferece, enchendo prateleiras com produtos que não têm saída. O ideal é começar com um mix enxuto e funcional. Priorizar produtos de alto giro e boa margem, com base na pesquisa feita sobre a localização e o público ideal. Estoque é capital parado e precisa girar.
  3. Focar no que você gosta, não no que vende: muitos donos montam a loja com base no gosto pessoal ou no “pet ideal”, e não no que o cliente real da região está procurando. A dica é entender quem é o cliente de verdade: o tutor do bairro. Fazer perguntas, ouvir as reclamações e adaptar a oferta ao perfil da maioria. O que vende não é o que você ama, mas o que o cliente precisa com frequência.
  4. Precificar sem considerar os custos: colocar preço com base no concorrente ou no “achismo” é comum e perigoso. Isso ignora despesas fixas, impostos e margem mínima para lucro. A recomendação é montar uma planilha simples com todos os custos mensais e dividir pelo número estimado de atendimentos ou vendas. Assim, é possível descobrir o mínimo necessário para não sair no prejuízo.
  5. Acreditar que o boca a boca vai resolver tudo: achar que basta abrir, atender bem e esperar os clientes indicarem é um erro clássico. Sem ações consistentes de marketing, ninguém lembra da loja ou encontra a marca. É necessário investir em tráfego pago, presença digital, ações de indicação e parcerias com comércios locais. É fundamental que o bairro veja e lembre da loja toda semana.

Para Ricardo, o caminho para o sucesso passa por uma mudança de mentalidade e pela adoção de práticas mais profissionais desde o início da jornada empreendedora. “Quem começa certo, cresce mais rápido. Com pesquisa, controle, estratégia e foco no cliente real, não no pet ou no ego, o pet shop tem muito mais chance de dar certo”, conclui.

Por Assessoria de Imprensa

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